10 anos do Documento de Aparecida e a Pastoral Juvenil tem a urgência de discípulos e missionários para uma Igreja jovem em saída.
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| Foto: Gustavo de Oliveira |
De 13 a 31 de maio de 2007 acontecia a V Conferência Episcopal Latino-Americana e do Caribe, na cidade de Aparecida. Esta conferência apontou várias direções e caminhos para toda a igreja latino-americana e caribenha em vista a um estado permanente de missão. Muitos deles foram extraídos do espírito mesmo do Concílio Vaticano II, este que representou uma "guinada copernicana” sobre todos os projetos e modelos evangelizadores, bem como da nossa maneira de pensar e fazer a Pastoral Juvenil.
Em sintonia com as prerrogativas da Conferência de Aparecida, também surge o marco referencial da Pastoral Juvenil, ou seja, o Documento 85 da CNBB que nos apontam caminhos novos para intensificarmos a evangelização da juventude. Esses dois documentos foram acolhidos como um sopro do Espírito Santo na vida da Igreja juvenil do Brasil.
Em sintonia com as prerrogativas da Conferência de Aparecida, também surge o marco referencial da Pastoral Juvenil, ou seja, o Documento 85 da CNBB que nos apontam caminhos novos para intensificarmos a evangelização da juventude. Esses dois documentos foram acolhidos como um sopro do Espírito Santo na vida da Igreja juvenil do Brasil.
Podemos destacar algumas linhas de frente desses dois Documentos:
1 - A promoção humana e que abre as perspectivas para que os seres humanos se relacionem, respeitando a pluralidade e a reciprocidade. Na era das redes sociais, continua este ponto atual. Como precisamos promover o ser humano para que este seja sujeito de seu próprio desenvolvimento e se insira na comunidade. Como é importante que uma igreja missionária esteja voltada para o tema da vida que ameaça a tantas pessoas.
2 - A conversão pastoral, esta ainda é desafiadora em nosso tempo. Somos convidados a superar uma igreja de cristandade, para uma pastoral orgânica e estruturada. Creio que demos passos significativos, através da Rota 300 com seis eixos, no aprofundamento da compreensão acerca da proposta do Setor Juventude nas dioceses com vista a atenção às atenções eclesiais para várias situações de riscos em que vivem nossos jovens. Mas ainda não podemos ser vencidos pelos limites, e nesse meio tempo fomos agraciados por Deus, que nos concedeu o Papa Francisco que, através de seu pontificado, leva o mundo inteiro às intuições do Documento de Aparecida, incentivando a testemunharmos uma igreja em saída, para que possamos estar nas diversas periferias existenciais e geográficas.
3 - O itinerário catequético para fazermos novos discípulos missionários. O caminho apontado nesses anos e sempre inspirador em Aparecida foi:
a) A experiência da fé – em tempos que dormimos em cima do relógio, sempre é urgente e devemos ter a ousadia do despertar para a fé no encontro pessoal com Cristo e sua experiência profunda.
b) Formação bíblica e teológica – para todos os agentes.
c) Uma Igreja da acolhida – a valorização de cada experiência de evangelização juvenil com a estruturação e valorização do Setor Juventude nas (arq)dioceses.
d) Um compromisso missionário de todas as expressões em defesa da vida em todas as suas etapas e expressões. Aqui tanto nos serviu a Evangelium Gaudium do Papa Francisco, a Laudato SI, o Docat e tantos outros apontamentos do seu brilhante Pontificado.
A Pastoral juvenil muito ainda tem que aprimorar do Documento de Aparecida, já demos inúmeros iniciativas, inspiradas nos três eixos traçados para o Rota 300: estruturação, missão e assessoria.
O Papa Francisco muito tem nos ajudado. Ele conhece bem o texto do Documento de Aparecida, pois foi secretário e relator da Conferência. A estrada para implantá-lo é longa. O Documento precisa ser ainda testemunhado com maior empenho na vida pública, no mundo urbano e no mundo das comunicações.
Em tempos que precisamos de muitas respostas, nos unamos com todas as nossas expressões e com todos os que assumem seu batismo, trabalhando pelo Reino nesta causa. A causa do Reino da Vida para todos. Ainda precisamos de muitos testemunhos em muitos lugares que necessitam de luz no meio das sombras em que se vive. Mas, a Pastoral Juvenil, sempre se empenhando no diálogo e apoiando toda e qualquer forma das expressões, está fazendo sua parte.
Dom Nelson Francelino Ferreira, aos participantes do II Encontro Nacional
de Revitalização da Pastoral Juvenil (Brasília, 7 - 9 de setembro de 2017)
de Revitalização da Pastoral Juvenil (Brasília, 7 - 9 de setembro de 2017)

