A pluralidade de carismas e uma igreja de mudanças.
No balancê da rotina e nas viagens de ônibus do dia-a-dia, é comum pensar sobre tantas coisas entre um intervalo e outro que você demora a chegar em tal lugar, passando de terminal em terminal de ônibus na loucura do trânsito.
Desde as besteirinhas da vida, ao problemas rotineiros, de família, namoro e até de religião (claro, se você tiver alguma ligação com esse assunto). Nesta manhã, me peguei pensando mais uma vez em algo que costumeiramente anda tomando conta da minha cabeça e nas vivências desta pré-jornada: a diversidade de carismas da Igreja Católica e a “briga” por espaços entre movimentos. Pois bem, a reflexão não é de hoje, mas trás bons questionamentos, já que neste momento a Igreja Católica vive um momento ápice da sua fé, entrelaçada por tantos carismas vividos pela juventude católica.
Desde as besteirinhas da vida, ao problemas rotineiros, de família, namoro e até de religião (claro, se você tiver alguma ligação com esse assunto). Nesta manhã, me peguei pensando mais uma vez em algo que costumeiramente anda tomando conta da minha cabeça e nas vivências desta pré-jornada: a diversidade de carismas da Igreja Católica e a “briga” por espaços entre movimentos. Pois bem, a reflexão não é de hoje, mas trás bons questionamentos, já que neste momento a Igreja Católica vive um momento ápice da sua fé, entrelaçada por tantos carismas vividos pela juventude católica.
Pus-me a refletir sobre a caminhada da Igreja Católica nos últimos tempos e até sobre sua história, relembrando das bases conceituais dos meus estudos sobre a caminhada dessa instituição que é parte do mundo. Os primeiros questionamentos são claros e tem uma ligação direta com fatos históricos. Se formos buscar no fundo do baú o porque da pluralidade de carismas que temos hoje na nossa Igreja, perceberemos que o motivo se findou com a necessidade de renovar-se e reacender o fogo dos cristãos que se limitavam em apenas pegar no terço e dizer que é católico.
Da era medieval para cá, muita coisa mudou. A Igreja perdeu prestígio, surgiu o luteranismo e uma enxurrada de novas seitas, vieram questionamentos, a separação do Estado e a Igreja com o Estado Laico. Historicamente, podemos considerar que houveram pontos positivos e negativos sobre essa onda de mudanças. Diante do retrocesso ao seguimento do catolicismo e o surgimento de outras influências religiosas, posteriormente a Igreja começa um processo de restauração e se adapta a um novo tempo. Um dos resultados de toda essa mudança foi a quantidade de grupos, movimentos, pastorais e comunidades novas que surgiram no decorrer dos anos. Todos esses movimentos trabalham de forma inovadora, subjetiva e pelo mesmo motivo: Evangelizar.
Até aqui tudo bem, mas quero atentar para a relação entre esses novos grupos da Igreja. Não vamos muito longe para recordar de como anda essas relações e logo lembramos de alguma “briguinha”, algum comentário que ouviu sobre a outra comunidade ou movimento, algum evento realizado na paróquia que os grupos brigavam para assumir algo ou até mesmo o empurra, empurra de acumulo de funções na paróquia. Sobre toda essa competição ficam alguns questionamentos sobre essas mudanças, surgimentos de tantos carismas e ação destes dentro da Igreja: Porque tantos ainda insistem em fazer essa separação e até exclusão dos carismas dentro da Igreja se ela é uma só? Até quando vamos ver essa briga por espaço?
Os questionamentos podem parecer estranhos para alguns, mas não muito distante da realidade de outros que vivem isso. É comum vermos dentro da Igreja a briga desses grupos que competem espaço e até fieis. Quando na verdade não era para ser assim já que todas esses grupos, movimentos, pastorais e comunidades trabalham pelo mesmo objetivo.
Você pode até discordar, mas se parar pra pensar vai perceber que infelizmente isso ainda é uma realidade dentro da Igreja Católica na sua pluralidade de carismas. Daí, você me pergunta: Então o problema é porque existem muitos carismas na Igreja? E eu te respondo que não, redondamente com um não, não é esse o problema. O surgimento desses grupos na Igreja faz parte dessa nova cara do catolicismo e isso é muito bom. O que não é legal é essa contradição de querer evangelizar e ao mesmo tempo querer derrubar o outro. Por conta disso muitos grupos estão em discordia com essa quebra de braço na luta por fieis aos movimentos específicos. É claro que não vou citar aqui apenas pontos negativos e dizer que todos os movimentos da Igreja são assim, porque não são. Graças a Deus ainda existem muitos movimentos que vivem em harmonia e que não se deixam levar pelo egoísmo e o desrespeito ao movimento do outro.
Muitos ainda não percebem, mas esse tipo de atitude é muito fácil de se ver por aí entre as paredes das paróquias. Desde o preconceito em participar e criticar um determinado evento ou por dizer que não escuta determinadas músicas porque faz parte do carisma tal, ou que tais atitudes são consideradas erradas porque é de um carisma diferente do seu. Ora, se algumas práticas de um determinado carisma são diferentes do seu, só lhe resta respeitar e deixar de criticar o outro.
Assuma seu carisma e seu dever de cristão de evangelizar e fazer parte da barca de Pedro, a Igreja viva que queremos hoje. Não existe o certo e o errado, só existe uma única verdade aqui e nós já sabemos que é Jesus Cristo. Por ele é que fazemos todas as coisas e temos tantos carismas na Igreja. Toda essa diversidade a torna linda, isso é o que importa. Todos tem o mesmo objetivo, tem a mesma mãe e o mesmo Deus, independente das orientações específicas de cada seguimento. Vicentinos, carismáticos, missionários, pastorais e tantos outros seguimentos que temos por aí resumem-se a um organismo só: A Igreja instituída por Pedro que hoje permanece viva no amor de CristO.
por Catarina Érika Morais Lima
Coordenadora de Comunicação
da Juventude Mariana Vicentina de Fortaleza

